Trata-se de uma prática antiga e teve seu primeiro relato em 1913, mas, por conta dos eventos adversos decorridos de sua utilização inadequada, como o uso de soluções hipertônicas, a prática passou a ser inutilizada. A hipodermóclise é descrita também como uma prática simples de ser realizada e menos onerosa que as demais técnicas.

A hipodermóclise é conhecida também como a administração de fluidos pela via subcutânea. Via alternativa para pacientes que necessitam de suporte clínico para reposição de fluidos, medicamentos e eletrólitos, tanto a nível hospitalar, ambulatorial, quanto no atendimento domiciliar.

Essa prática tem sido utilizada em pacientes que apresentam diagnósticos de desidratação moderada em razão de quadros de disfagias severas, demências, obstrução do intestino por conta de neoplasias, sonolência. Há ainda a possibilidade de administração de medicamentos para aqueles pacientes que não apresentam condições para se puncionar um acesso venoso periférico.

Os medicamentos e fluidos administrados por meio da hipodermóclise têm sua absorção por meio do mecanismo da difusão capilar. Pacientes que apresentam edemas e hematomas podem ter sua terapia prejudicada.
A Farmacocinética é semelhante a dos medicamentos administrados pela via intramuscular, mas apresenta tempo de ação prolongado, além de melhor tolerabilidade para aqueles medicamentos cujo PH é próximo da neutralidade e que sejam hidrossolúveis.

Para facilitar a administração dos medicamentos por meio da hipodermóclise, algumas literaturas sugerem o uso da hialuronidase, pois esta é uma enzima que degrada o ácido hialurônico presente no tecido, levando à diminuição de sua viscosidade e aumentando, assim, a taxa de absorção dos medicamentos administrados.

Existe locais (sítios de punção) que é mais adequado para a terapia, como região deltoide, região anterior do tórax, região escapular, região abdominal, e nas faces anterior e lateral das coxas.
As reações adversas mais comuns são dor, inflamação no local da punção e, até mesmo, edemas e necroses teciduais.

BENEFÍCIOS COMO MÉTODO ALTERNATIVO

• Método simples, seguro, confortável e de baixo custo;
• Eficiência e eficácia na absorção de fluidos;
• A taxa de absorção é uniforme e lenta, podendo variar de acordo com o meio utilizado;
• Via segura para administração de opióides e com poucos efeitos colaterais;
• Tem poucos efeitos adversos ou complicações severas;
• É menos dolorosa e de fácil manejo tanto na conservação quanto na manipulação;
• Permite a utilização de arsenal medicamentoso para a terapêutica paliativa;
• Reduz hospitalizações.